quarta-feira, 2 de setembro de 2009

shake shakes


foto: when ligthning strikes by diamond gleyser/flickr

Dessacralizar: é isso aí: vamos tirar dos pedestais ou tirar os pés dos pedais e deixar de endeusar os poetas clássicos os poetas classificados os desclassificados os deleitados e os deletados de memórias porque transgrediram porque regrediram porque se esvaíram em sangues demais de mais a mais ninguém quer ser sacralizado... por isso, vamos botar lenha nas fogueiras vamos desinventar os verbos vamos reinventar ventos poéticos que soprem novos ares vamos jogar bombas poéticas sobre os textos consagrados- com-sagrados para que consagração? Vamos nos sagrar cavaleiros da última estirpe dos poetas amalucados que ousam falar mal falar bem falar e folhear os poemas de qualquer poeta com a mesma iconoclastia e a mesma ingenuidade e a mesma pseudopureza das almas de criança: vamos jogar na dança e shake shakepeares, prousts, joyces, whitmans, willians, drummonds, bandeiras sem mais citar para não dar bandeiras demais esquecendo os nomes nomes e tantos e tamanhos inomináveis poetas esses abomináveios amantes das palavras... que teimam e ousam ter prazeres solitários ao descobrir palavras novas ao sorrir com a musicalidade e com os ritmos e as possibilidades todas ocultas aos não iniciados...
Vamos dessacralizar a palavra: nada é sagrado, vamos anarquizar a poesia- e talvez assim deixemos de ser escravos para sermos os arautos das sensações aquelas que não se consegue descrever e que por isso mesmo chamamos de poesia.
Ave, poesia! Voa, avis rara!
Seduza e coopte poetas- novos e antigos, avacalhados ou arrumadinhos, inimigos ou amigos: exploda, poesia- e sangre os dedos e os corações até o poeta dizer: chega: não agüento mais.

4 comentários:

Adriana Godoy disse...

Nossa! Que beleza de texto, que força nas palavras, que jogo poético sensacional. Me lembrei de F. Sabino: 'a última crônica". Você usou as palavras de um maneira deliciosa e muito significativa. Gosto das pegada de seu texto, de suas ideias, de sua intensidade. Parabéns, poeta. Adorei. beijo."Vamos dessacralizar a palavra: nada é sagrado"...

Adrian Dorado disse...

¡Bravo!Excelente Danilo.
Hay épocas que culminan en un día en que todo coincide para que, a uno que anda mascullando cabronadas, le caigan las fichas como corresponde y empiecen a hacer los contactos que, de gesto apasionado, me andaban huelgueando.
Hoy y con tus intervenciones, el comentario en mi blog y este texto tan expansivo y abierto. Tan incitante a la creación, me ayudaron a sacar los cuernos del terreno de los dolores e inspirar una bocanada de aire fresco. Gracias.
Voy a enmendar algunos errores.
Ha sido un placer y seguiré viniendo.

Abrazo

Danilo de Abreu Lima disse...

adrian,
agradezco yo- seguiré visitando tu sitio también- me agradó mucho. abrazos DANILO.

nina rizzi disse...

éééééé, poetas!!!! a poesia da bile, dos esgotos. em mate]éria de poesia, vou com o chevrolet gosmento de manoel de barros. e os teus shakes-booms! bum-bum. bom-bom. OMMMM

beijo.