terça-feira, 7 de abril de 2009

TORQUATEANDO


foto: Toillete angoisse - flickr/Gómez

Torquateando afogo
o coro dos contentes
ateando fogo às vestes
engulo o vweneno das vespas
e das vestais
Que auguram paz.

Torquateanas
loucalúcidas
bocas túrgidas
que beijam o caos
E trepam
com o infinito:
que sensações buscadas
nas entranhas
das entrelinhas
te trouxeram
o asco da existência?

Torquateando
incendeio estrelas
e escancaro sóis
obscuros, nas trilhas
dos caracóis:
não chore, baby,
a vida é assim:
É fim.

Ensaio
no trono dos tolos
atirando tijolo e pedra
nos costados dos navios
pavios
para o inconsciente.

Cogito.Existo.Resisto
e insisto no caminho
ainda e apesar.
Torquateando fogo
na mesmice
e flertando,
obliquamente
com o caos e anarquia
absorvo metáforas
absolvo metástases
e respiro palavras
na busca do sentido.


um mínimo cantanárquico para o poeta destoante do coro dos contentes

4 comentários:

Compulsão Diária disse...

Um poemáximo ateia fogo na mesmice contente
E é o Dan, sempre, real realeza poética.
Exuberância libertária.
adoro

Luiz Alberto Machado disse...

Maravilha tudo por aqui, gostei. Parabens. Indicarei nas minhas páginas, aguarde.
Abração
www.luizalbertomachado.com.br

manzas disse...

Nos lençóis de seda em mar sereno
Tocam os dedos de um sol madrugador…
Desperta o planar de uma gaivota
No desabrochar de uma fina flor

Desamarro das margens do rio
Batel pintado com cheiro de jardim…
Redes enleadas no engodo do amor
Veste-se tímida a manhã num cais de cetim

Um resto de uma boa semana
Na rota dos sonhos!
Bem-haja!

O eterno abraço…

-MANZAS-

Cordel disse...

Danilo:
Parabéns!
Abs
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br