sábado, 18 de abril de 2009

DILACERADO


foto: Pip...Hopeless - by Occhiovivo/Flickr

O soco na boca do estômago
Um chute no saco
Uma porrada na cara
Um tapa no ouvido
A garganta ressecada
E a boca que fede
Na ressaca da orgia:
A foda in fault
O fogo fátuo
O passo em falso
Nada disso dói
Tanto como a palavra
Atirada assim, ao léu,
Farpa afiada
Adaga impiedosa
Faca enferrujada
Que corta o sonho
E a possibilidade
Do vir a ser.

Dilacerado
O poema explode
Como um grito no ar
Cromo-um corpo que cai
Em vertigem assimétrica
Pelos tombadilhos
Dos navios.

2 comentários:

Cosmunicando disse...

uau! Danilo, que força nesse poema... farpas pra todo lado, e seus versos explodindo na folha =)
muito bom!
bjos

Compulsão Diária disse...

Farpa afiada, verve inspirada é Dan Lima!
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