quarta-feira, 7 de julho de 2010

sessenta


imagem: darwin Bell/flickr

sessenta.
às vezes, pedras
que nos acuam. às vezes
pedras, que dinamitamos
com flores.sim, há flores
também, no meio dos caminhos
que se abrem, ainda,em curvas
e bandeiras.
e sonhos insistem e azulam
o horizonte, como penas
perdidas
do pássaro da juventude.

6 comentários:

Leonardo B. disse...

[e não há porto mais seguro que o voo dum pássaro]

um imenso abraço, Danilo

Leonardo B.

nina rizzi disse...

danilo, este é sem dúvida, pra mim, dos teus melhores poemas.

um beijo.

Albuq disse...

o que seriam dos nossos caminhos se não fossem as pedras para nos fazer crescer e as flores como recompensa?
Lindo Danilo,
bjs

maria neusa disse...

Dal: me lembrei de vc no dia 3 de julho.Fazer 60 anos é libertador,diz nossa Adélia Prado.Paz e amor,sempre.Beijos amigos.

Adriana Godoy disse...

Danilo, uma beleza, uma beleza...é o que posso dizer agora, me faltam palavras. beijo.

Cosmunicando disse...

sessenta aplausos pra esse poema, e pra tua verve que só melhora, como vinho.
idades? o que são issos?
abraço