segunda-feira, 24 de maio de 2010

intraduzíveis


imagem: Jonno Witts/flickr

um

finda
a folha afunda
na fenda
veios e traços:
nada mais.vento
ou clorofila
osmoses
overdejares
A folha morta



dois

pela rua,em
rdemoinho
rola
junto a tantos entrulhos
a caixa de sanduiche:
papel,tinta, cores,
gordura, restos, organismos
vivos, retorcendo-se em dores
e descasos.
foi ontem árvore. pigmento
subtraído à terra
foi ser vivente, devora-me
ou te devoro.
a caixa rola, resto amassado
rumo ao nada.

dois poemas de Olina D.

3 comentários:

Albuq disse...

Muito bonito!

nina rizzi disse...

nao conhecia. é alter ego? rsrs. muito bom, sobretudo o segundo. eu gosto dessa coisa de ver poesia na poeira assentada sobre a mobília. é isso, em tudo.

beijos.

Doroni Hilgenberg disse...

Dan,
É assim, enquanto a folha morta se transforma em nutriente organico, os lixos e detritos vão se acumulando em lugares impróprios, causando catastrofes e inundações.
Falta educação ambiental nas escolas

bjs