quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

no labirinto


imagem: Labirinth/ MorganTar-Flickr

Nada a fazer
a não ser
Sair prá ver o mar. a mer
da é que o mar não traz
Paz ou poesia. é sujo,
como os becos fétidos,
fedendo a mijo, ao relento. tento
os degraus do céu.

estranhas me chamam
aos leitos desarrumados
Com marcas de outros
e me rendo ou não
às cantadas das sirenas?
Gozar, gozar enquanto a seiva flui
E a carne free-me.
no labirinto. sinto a santa
chama quente
do absinto ardendo
as entranhas. estranhas chamam
e me perco
no lusco-fusco. há saída?
a saída
onde é a saída?

4 comentários:

Adriana Godoy disse...

Que labirinto, heim? Adorei essas imagens, do mar sujo como os becos, e subir aos céus na cama de estranhas criaturas. Há saída? Sempre há, pode acreditar. Amei. Beijo.

nina rizzi disse...

vixi minino, sei se há saída, não.
e o mar é isso, né: fúria e calmaria.

aqui na praia, mais lá no mucuripe, dizem que a praia é mãe, mas o mar... vixi.

mas gosto de sair a preamar...

beijo e boas carnes.

Adrian Dorado disse...

Me contaron que para salir del laberinto se hace como vc está ejerciendo: ¡¡¡¡VOLANDO!!!!

Abrazos

Ïcaro

MOISÉS POETA disse...

ADOREI SEU BLOG , PRAZER E HONRA ESTAR AQUI ! GRANDE ABRAÇO !