sábado, 8 de agosto de 2009

deslembrares


foto: Einsam im Morgennebel, Loneliness- Peter Heilmann/flickr

Para não sofrer
Te deslembro
desmembro-me em dois
Um que te relega ao limbo
Outro que chora ausências
Em dezembros & zimbros
Sementes cheirando
A passadashoras.
Te deslembro
Nas primascores
Dos setembros
Planos
Plenos
Rosas se rompendo
Rubros gineceus.

teus lábios
Odres de vinho
De safra safira
De estirpes raras.
Ah! Nas estepes
Lóbulos solitários
Clamo e te deslembro
Para não morrer de tédio
Nestas savanas selvagens
Em que tua ausência
Arde como chamas...
Me chamas?

7 comentários:

nina rizzi disse...

ah, devia chamar. eu chamava!

amei isto: deslembrar. acho que devo usar...

vejo que hje é um dia de nostalgias. foste também ellenizado!

é pai? feliz dias todos em que fores ;)

beijo. (palavra de verificação: ultracto)

Danilo de Abreu Lima disse...

nina,
obrigado. sou pai. e sou feliz, todos os dias assim sendo. abraços atipoesiásticos!

☆ Sandra C. disse...

é né..
amores que se desfazem são sempre inspiradores.

malmal disse...

fui lá no musas ( não sei como cheguei), mas vc nem atualiza mais, vim cá..
boa demais a sua poesia, né?


malmal

Adriana Godoy disse...

Realmente, deslembrar é melhor do que esquecer, faz mais sentido nesse poema. Aliás, um belo e lírico poema que enternece pelo sentimento, pelo ritmo, pela escolha das palvras tão cuidadosa. Belo. Beijo.

Cosmunicando disse...

bonito de doer :)

Nydia Bonetti disse...

bonito demais, dan. deslembrar talvez seja mesmo uma boa alternativa... beijo.