sábado, 31 de janeiro de 2009



foto flickr/ fábio pinheiro

O universo vibra
suas cordas
em suave diapasão
contrai-se ou se distende
preguiçosamente
como as palhas do coqueiro
se movem
à brisa do verão.

As cordas do universo
em movimento
movem os elementos
água,terra,fogo, ar
num jogo de instrumentos
que compõe os tons
colore os sons
da sinfonia maior
da canção
indescritível.

Das cordas do universo
em vibração
nascem árias de sopranos
e os sons guturais
dos palatos
e cordas vocais:
sons de metais,
tons de veludo,
tudo
se transformando
e criando harmonias
em múltiplas dimensões
de espaço-tempo
de brisas,de ventos...

O universo toca
em suas cordas
a contínua melodia
que se expressa no verso,
no reverso,
que reverbera
em ciclos
em nosso plexo solar

O universo todo é pura,
rara música,
nestas cordas intangíveis
Inaudíveis aos ouvidos dos humanos
que não a sabem escutar.

Mas as palhas do coqueiro
à beira mar
ouvem os cânticos
quânticos
do universo
que se insinuam
nos ventos alísios,
nas ondas,
no azul profundo
Do infindável mar

sobre a obra:
O universo pulsa nas cordas quânticas, em dimensões inimagináveis aos olhos humanos... e a poesia pulsa nos versos arrancados do peito e das cordas dos instrumentos.

Um comentário:

Adriana disse...

enquanto o universo é quântico...os sons vibram no espaço.Muito bom poema"!