segunda-feira, 23 de julho de 2012

me mórias

memórias:
respingos de estórias
escoras emocionais

âncoras irracionais
musgo agarrado às paredes
às redes
que tecemos desfazendo-nos
penelopes iradas
piradas
aguardando a volta
dos que não vem:
memória: rios tão densos
tão tensos
que ao esticá-los
não cabemos em nós:
somos apnéias e nós
de entrecortados suspiros

2 comentários:

Adriana Godoy disse...

A imagem poética relacionada à apneia é forte. Não cabemos em nós e somos nós que tecemos nossa própria rede cheia de nós. Beijo

o olho do badejo disse...

Danilo, o sigilo da alma escapa ao vitral da sua poesia. Quase um suspiro. Terno e forte.
Um abraço, Amália