e não nos entendemos
nem nos estendemos
a outras mãos.somos
nós próprios
a nos enredar em
nós de marinheiros
insolúveis
e indissolúveis
tramas que tecemos
contra a invasão do outro
ao nosso reino menor.
nus.vivemos nus e enrodilhados
nos nossos meandros
e sem escafandros saltamos
ao fundo do poço
sem o consolo do abraço
o cheiro das flores
ou o fulgor de um beijo:
um beijo: estalactite
e estalagmite
ardendo na boca
promessas de paraísos
aos quais nos furtamos.

ao não nos desdobrarmos
num onanismo estéril.
nus.morremos nus
apesar das insignias
os signos passam
e não seguimos mais.
a imperenidade
é a nossa casa
embora pensemos ser pedras
em sua longa noite mineral.
imagem: flickr/Dread pirate Jef
2 comentários:
Danilo, surpreendente. Um tratado psicológico poético sobre o ser que nós somos e insistimos em não conhecer ou ser.
Lindo, profundo, repelto de significados.
Brilhou mais uma vez, poeta!
Beijo
dri, obrigado pela leitura
e comentários
sempre generosos
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